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Resenha do livro As religiões que o mundo esqueceu

Uma obra que merece ser lida por todos para que possamos compreender o que somos hoje, mesmo que professemos religiões diversas. O livro é uma base para a compreensão histórica e social das transformações, agregações, mortes e agregações que todas as religiões que existiram e que ainda existem sofreram.
O livro é organizado por Pedro Paulo Funari, pesquisar brasileiro dedicado principalmente a arqueologia. O livro é composto por textos do próprio Paulo Funari, Alexandre Navarro, Ana Donnard, Betty Mindlin, Flávia Galli Tatsch, Johnni Langer, Júlio Cesar Magalhães, Júlio Gralha, Leandro Karnal, Luiz Alexandre Rossi, Paulo Nogueira, Renata Senna Garraffoni e Sérgio Alberto Feldman, todos autores com enorme conhecimento em diversas áreas históricas.
Como o próprio título sugere, o livro trata das religiões antigas que o mundo esqueceu, morreram, não existem mais. O livro divide-se em capítulos dedicados a cada religião, como a dos egípcios, gregos, celtas, vikings, coptas, albigenses, cátaros, coptas, maias, astecas e os índios brasileiros. Nesses capítulos, são descritos minimamente as origens e principalmente o motivo pelo qual essas religiões desapareceram.
Além desses aspectos, os autores também situam o leitor na linha temporal, com vários comentários valiosos com relação a cultura material desses povos, bem como seus hábitos comuns não ligados ao sagrado.
O livro é ideal para quem quer entender como hoje a Igreja Católica, O Judaísmo e outras religiões sobreviveram. E mais importante, saber por que hábitos de hoje são praticados e de onde vem, pois a Igreja Católica ou qualquer outra religião que vemos hoje não é igual a que os medievais viveram. Saber como cada religião incorporou diversos hábitos de povos colonizados, bem como quais ela extinguiu da face da terra. Com toda certeza, uma leitura que valerá a pena!

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