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O Brasileiro não acredita mais no Brasil

Primeiramente, cabe colocar que o Brasil é formado por Brasileiros, nos 26 estados da nação. Parece uma afirmação óbvia, mas que tem relevante importância, pois cada vez os brasileiros acreditam menos no Brasil.
Parece estranho, mas é verdade. Nota-se quando se fala com uma pessoa comum, trabalhador, sobre política. A primeira coisa que ele (a) irá lhe falar é que os políticos brasileiros são corruptos, não fazem boas leis, etc. Pulando para o judiciário, outra visão negativa: a de que o judiciário só pune os pobres e os ricos são sempre beneficiados. Partindo dessa ideia, vemos que poucos no Brasil são confiáveis, na visão da maioria do nosso povo.
Isso acontece, evidentemente, pelas atitudes erradas ou duvidosas das nossas instituições. Relatos de todos os cantos do país de casos de corrupção, desde a esfera municipal até o presidente da república, todos, envolvidos direta ou indiretamente em casos de corrupção.
E isso acaba influenciando nas ações diárias. Nas grandes cidades, o medo toma conta por conta da insegurança. E não bastasse isso, a desconfiança com qualquer um estranho, quase ninguém é confiável.
Isso implica numa ascensão da direita de uma forma gigantesca. Podemos ver isso no mundo de uma forma geral, como nos EUA, com a eleição de Trump. Aqui no Brasil fenômeno semelhante ocorre com o deputado Jair Bolsonaro, defensor de medidas austeras à bandidos e corruptos, pregando sempre em nome da família e do cidadão de bem.
Pergunta-se: o que isso tem a ver a desconfiança do Brasileiro em tudo? A resposta é bem simples e já foi escrita com sangue muitos anos atrás. Diante do caos das nossas instituições, salvadores surgem, sempre com modos autoritário, defensores de medidas fortes contra minorias prometendo resolver os problema da nação. Vimos isso com Hitler. Observa-se um cenário muito semelhante hoje em dia: crise econômica, apoio demasiado à um determinado líder, que prega sempre medidas contra minorias, esse líder prometendo combate aos corruptos, aos bandidos, etc.
Espero, sinceramente, que isso não acabe mal.

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