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A indústria literária

No mundo de hoje, a influência das redes sociais no contexto das relações individuais influenciam cada vez mais o modo de agir de cada um de nós. O status importa muito mais do que mesmo o ato em si. Fazer com que os outros saibam quem é você e o que você faz tornou-se muito importante a ponto de chegar a ser instintivo e objetivo pessoal.
Mas o que isso tem a ver com leitura, afinal?
Qual a impressão que você tem ao ver uma pessoa lendo um livro? A impressão que você teria ao vê-lo sem o livro seria a mesma?
No Brasil, onde se lê pouco, não é algo fácil encontrar alguém lendo um livro. Fato é que no geral, lemos apenas 4,7 livros por ano, segundo uma pesquisa de 2007. De lá para cá, esse número vem caindo ainda mais.
O número de livros vendidos e o faturamento das livrarias aumentaram de 2007 para cá, ao passo que o número de leitores vem diminuindo.
O marketing e principalmente o apelo das livrarias é grande. Grande demais. Pelo que percebo, hoje o livro tornou-se mais um objeto de consumo, de tê-lo em casa, sentir o cheiro de livro novo do que propriamente o conhecimento que nele está guardado. Isso é escancarado quando vemos os booktubers, os jovens que divulgam suas leituras pelo you tube. O objeto de orgulho sempre é a Estante cheia de livros, quanto mais melhor. Obviamente, há um apelo comercial por trás da frases "como cheiro de livro novo é bom". A indústria tenta passar a imagem do livro como um produto comum, principalmente com a exaltação exacerbada de determinados autores.
Não estou aqui indo totalmente de encontro à essa prática, contudo, creio que os livros tem um valor muito maior do que o produto, as folhas de papel que o compõem. O livro é a materialização do conhecimento.
Por outro lado, essa massificação da indústria literária tem levado a muitas pessoas o acesso a literatura. Isso, sem sombra de dúvidas, é algo muito louvável. Os livros estão ficando baratos e consequentemente a camada mais pobre da população pode comprá-lo com mais facilidade.
Outro fator muito importante para a divulgação da leitura é a internet, seja por meios lícitos ou ilícitos. A porcentagem de venda dos livros digitais está aumento, timidamente. Por outro lado, a pirataria é algo notório e quase que livre na rede.
Os avanços sociais das classes menos favorecidas tem sido algo que muito influenciou no aumento do consumo literário. A internet chegou à essas pessoas, bem como também a condição de acesso à livros, sejam físicos ou virtuais.
Fato é que a vontade de ganhar dinheiro dos empresários e o desejo de uma universalização literária se juntam para fazer acontecer o que vemos hoje. A literatura está em todo lugar, e isso é bom, todavia, desejo que isso não tenha apenas cunho comercial, e sim a propagação dos valores humanos que os livros carregam.

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