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Resenha de O Código Da Vinci, de Dan Brown

Apesar de o livro ter sido lançado em 2003, o li apenas agora. Um clássico já consagrado por toda a sua narrativa eloquente e suave, que prende o leitor as páginas até o último momento, quando a surpresa é a palavra que define o desfecho do livro.



         
Título: O Código Da Vinci
The Da Vinci Code
Ano: 2003 (EUA) 2004 (Brasil)
Editora : Randon House (EUA) Sextante (Brasil)
N° de páginas: 432
Comprar: Submarino Americanas Extra Livraria Cultura
Precedido por : Anjos e Demônios
Seguido por: O Símbolo Perdido








           O livro gira em torno de um assassinato e de uma perseguição a Robert Langdon,que foi acusado pela DCPJ (polícia judiciária francesa) pela morte do curador do museu do Louvre, Jacques Sauniére. A DCPJ e principalmente o capitão dela, Bezu Fache acreditam nessa tese, pois no recinto de morte do Sauniére havia uma frase que dizia para procurar Robert Langdon - uma tentativa, segundo a DCPJ, desesperada do curador do museu de revelar a identidade de seu assassino. A tese se confirma mais ainda quando fora encontrada, no gabinete do curador, a anotação do encontro , que não fora realizado, de Jacques e Langdon.
          Langdon é levado pela DCPJ ao museu, com a desculpa de ajudar como simbologista, só que está caindo em uma armadilha. Nesse tempo entra Sophie Neveu, neta de Sauniérie e criptóloga da DCPJ, que conhecendo as técnicas do capitão Bezu Fache sabe que Langdon é uma presa fácil. 
Começa então uma caçada ao estilo gato e rato entre a DCPJ e os dois fugitivos - Robert e Sophie. Essa parte da narrativa é, sem dúvida, a melhor pois envolve o leitor de uma forma quase que grudante e é também onde o autor tiras as cartas da manga que fazem seu livro ser o sucesso de vendas.
          Durante as escapadas da polícia, Robert e Sophie tem que desvendar vários códigos- daí o nome do livro - para tentar descobrir quem matou Sauniére. Os códigos estão em quadros famosos, sequências matemáticas e há muita gente interessada no que esse código encerra.
          O autor cria um universo que , suavizando, vai de encontro a Igreja Católica e ao Opus Dei. A trama sugere que a igreja "matou" o sagrado feminino, defendida pelo Priorado de Sião, sociedade secreta da qual Sauniére participava. Essa sociedade protege um segredo que poderia provocar uma crise de fé tão grande que poria em risco a existência da igreja - os documentos Sangreal - que seriam a prova de que Jesus era casado e teria tido filhos com Maria Madalena.
          Através de códigos e de uma viagem pela história da igreja e da humanidade, Brown dá um tom de historicidade à história. O que certamente gerou muitas críticas por parte dos defensores da fé católica.
          Em busca de desvendar os mistérios, Robert pede ajuda a sir Leigh Teabing, o historiador da coroa britânica e também um fanático pela busca do Santo Graal, que a esta altura, Robert e Sophie sabem ser o desfecho de todos os segredos que Sauniére fez.
          Como já falei antes, Brown sugere que a igreja católica como uma encobertadora da verdade - mentirosa - e isso se confirma mais ainda com o ar de obscuridade que o bispo Aringarosa, membro do Opus Dei mantém contato com O Mestre - uma figura enigmática e que causará surpresa no leitor - que parece ser onipotente. Sabe de tudo, está em todo ugar, nada passa daquilo sem ele saber. 
          O fim da trama é digna de toda o sucesso que tem. Sutil, porém elucidativo. Dan Brown alivia a barra da igreja e tira a manta que ele havia jogado sob a igreja como sendo uma instituição de pouca confiança. 
          Críticas ao livro
          Universo Católico
          Opus Dei
E por último, vale a pena ver esse vídeo.

Comentários

  1. Oii. Tudo bem? Tenho muita vontade ler esse livro. Infelizmente meu tempo é meio curto e ainda tenho outros na frente para ler. Mas assim que eu ler os outros esse será o próximo da lista. Gostei da resenha e me acendeu mais ainda a vontade de ler. Beijokas e sucesso. Obrigada pela visita.

    http://juliana-editions.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Obrigado pelo comentário Juliana. Caso você o leia, com toda certeza não irá se arrepender, pois é muito bom, mas não leve ao pé da letra tudo o que está escrito pois o livro, além de narrar uma história, como a maioria dos livros também descreve e expõe muitos fatos sobre a igreja e sobre Jesus.

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