Pular para o conteúdo principal

Eduardo Cunha faz defesa na CCJ. Sua cassação estará próxima?

Hoje, dia 12 de julho, ao fazer o seu apelo na Câmara dos Deputados o deputado Eduardo Cunha fez discurso repleto de recadinhos à parlamentares que estão sendo investigados pela justiça. O recado é bem claro e dá a entender que caso seja cassado, Eduardo Cunha levará também consigo muitos outros.
No recurso, Cunha apresentou ao CCJ pontos que considera erros de tramitação do processo. Cunha, como sempre, negou todas as acusações e diz ser apenas o beneficiários das contas. Ressaltou também que alguns dos investigados pelas forças tarefas Brasil a fora também estavam alí.
“Discutir a origem do patrimônio em sede de processo disciplinar com um processo judicial em andamento é muito mais do que íbis idem. É um absurdo. A qual nenhum dos 117 parlamentares que têm inquérito ou ações penais, alguns aqui presentes nessa sala, não vão aceitar se forem eles os julgados. Não vão aceitar se for contra eles o processo disciplinar”, disse.
Segundo Cunha, caso ele seja cassado, os outros também não sobreviverão. Seria como um precedente, onde outros,que alí estavam, seriam também vítimas.
“O que foi adotado com relação a mim é: a palavra do órgão acusador virou sentença transitado em julgado. Essa é a grande realidade. [...] Na medida que queira antecipar ou usurpar a competência do STF, considerando acusação como sentença transitado em julgado, é processo político. Então garanto que nenhum dos 117 deputados e 30 senadores sobreviverão nesta casa e deverão todos serem cassados”, disse.
Eduardo Cunha ainda citou o exemplo do deputado Luizinho. Fazendo uma comparação, ele deu a entender que caso seja cassado na Câmara, o STF certamente mudará a posição.
Agora é esperar pra ver, e pelos anseios da população, tomara que a cassação de Eduardo Cunha seja o quanto antes, mesmo que tenha renunciado ao cargo, pois infelizmente o povo brasileiro tem memória curta. Um bom exemplo é o do nosso "querido" Fernando Collor.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A influência da mídia nos dias atuais

Tanto fiel é sua mídia quanto fiel é o seu povo! As emissoras de TV, rádio e principalmente a internet, principal meio de comunicação utilizado por nossa geração influencia mais do que imaginamos. Textos com manipulação, com sentido controverso ou ''puxando sardinha'' para X ou Y são frequentes. Diante disso temos que estar bem atentos ao que lemos, ouvimos e vemos na internet: podemos criar dogmas fictícios, errôneos por influência da mídia. Hoje em dia, na era da informação rápida, conexão super-rápidas somos bombardeados por informações de todos os lados. Estamos no período da humanidade que mais se produz informação: nos jornais, revistas, tv's, blog, etc. São diversos os meios que a evolução nos proporcionou, e temos que aproveitá-las por demais, pois nunca foi tão fácil saber das notícias, da história, de vários assuntos de nosso interesse. Nos mais variados sites da internet, temos conteúdos voltados à educação, saúde, lazer: nunca foi tão fácil aprender e ens…

Resenha do livro 1808, de Laurentino Gomes

1808, de Laurentino Gomes
Título : 1808
Autor : Laurentino Gomes
Ano: 2008
Onde Comprar: AmericanasSubmarinoLivraria Cultura Saraiva Este é o primeiro livro do autor paranaense Laurentino Gomes. O autor, que não é um historiador de formação, mostra seu talento na narrativa do seu livro-reportagem com observações bastante cabíveis sobre D. João VI e das peculiaridades da corte que veio fugida para o Brasil.
D. João
O livro tem como seu principal personagem D. João VI, príncipe regente que viria a ser rei de Portugal com a morte de sua mãe, D. Maria I. Laurentino descreve o rei como sendo um sujeito tomado pelo medo de tomar decisões, deixando-as sempre para a última hora. Sempre que podia adiava decisões importantes, adiava, e quando as tomava, tinha sempre por trás a palavra de seus conselheiros, em especial D. Rodrigo de Sousa Coutinho ou o Conde de Linhares.
Fugidos
 A vinda da família real ao Brasil não aconteceu dos mais belos modos e nem por vontade deles. Àquele tempo, Napoleão Bonaparte…

Resenha do livro As religiões que o mundo esqueceu

Uma obra que merece ser lida por todos para que possamos compreender o que somos hoje, mesmo que professemos religiões diversas. O livro é uma base para a compreensão histórica e social das transformações, agregações, mortes e agregações que todas as religiões que existiram e que ainda existem sofreram.
O livro é organizado por Pedro Paulo Funari, pesquisar brasileiro dedicado principalmente a arqueologia. O livro é composto por textos do próprio Paulo Funari, Alexandre Navarro, Ana Donnard, Betty Mindlin, Flávia Galli Tatsch, Johnni Langer, Júlio Cesar Magalhães, Júlio Gralha, Leandro Karnal, Luiz Alexandre Rossi, Paulo Nogueira, Renata Senna Garraffoni e Sérgio Alberto Feldman, todos autores com enorme conhecimento em diversas áreas históricas.
Como o próprio título sugere, o livro trata das religiões antigas que o mundo esqueceu, morreram, não existem mais. O livro divide-se em capítulos dedicados a cada religião, como a dos egípcios, gregos, celtas, vikings, coptas, albigenses, c…