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Ah, tempos de infância

Afinal, quem nunca um dia sentiu aquela saudade enorme dos tempos de criança. Aquele tempo em que tudo era brincadeira, tudo era festa e as preocupações não tinham tanta importância nem espaço para tanta coisa à descobrir.
Somente quando crescemos é que nos damos conta desse tempo.
A vida na cidade grande, cheia de desafios, de metas, de resultados a cumprir nos afasta de nós mesmos. Começamos a perceber as coisas de um modo diferente, de um modo mais duro, mais seco, sem aquela ''magia'' que nos rodeava quando mais jovens.
A busca por resultados nesse mundo capitalista nos faz mudar bruscamente, mesmo que não queiramos. A necessidade natural do homem prevalece, de querer sempre o melhor. Isso se traduz numa incansável corrida na sociedade para o acúmulo de riquezas, para uma disputa na qual o indivíduo mais adaptado permanece na luta, enquanto os ''fracos'' são jogados ao relento. Há quem concorde, há quem discorde, mas somos assim.

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