Lembranças

As vezes eu me assusto com o tempo, ou melhor, como ele passa rápido. Os dias, as horas, os bons tempos passam tão rápido que quase não nos damos conta. O tempo com os amigos, com a família, etc.
Digo isso pois hoje, revirando os trecos no armário reencontrei um Pen Drive com as primeiras fotos do Blog Camelouco, onde eu publico fotos que tiro por aí. Parei para pensar, e pensei que não havia criado este blog há mais de um ano, mas me assustei quando vi a data da primeira postagem: dia 30 de julho. Isso também faz lembrar o dia posterior a viagem à Ubajara/CE. Já faz tempo! Nesse tempo todo a maioria dos meus amigos, que jogavam lá no campinho de terra da Nova Betânia já conseguiram entrar em uma universidade ou já passaram no vestibular. É, já estamos ficando velhos.(RSRSRS) E de lembrar que aquela galera toda, que jogava bola descalço no campo cheio de pedras, mas sempre estava lá, quase todo dia, religiosamente as 16:30 para jogar. Eram incontáveis os hematomas nos pés devido as pedras pontiagudas, mas ainda sim estávamos lá. A inesquecível Horta!
- por que a maioria não usava chuteira?
Nesse embalo, logo após quase duas horas de disputadas partidas, as vezes com grandes desentendimentos - o que na maioria das vezes acaba com a partida ou quando a pessoa com quem você discutiu vinha jogar no seu time - quase todos ia para A PRACINHA! A aconchegante praça com três bancos (2 quebrados), cada um com 3 lugares, o que não era suficiente para todos, fazendo com que a maioria sentasse alí mesmo, no chão, para devorar uma pepsi, um guaraná antartica, uma coca-cola ou, quando não estava tão bom assim, um Big Gyn. A pracinha era o point onde eram comentadas as jogadas, e também sobre tudo um pouco. De futebol, política, escola e etc. As vezes ficávamos lá até as 21h batendo papo, todos suados e sujos do campo.
Quando todo mundo ia pra casa tomar banho, ainda assim voltávamos à pracinha mais tarde. Antes uma parada na Dona Tereza pra comer bolo, ou pudim, flã, creme de galinha...
Isso depois do ProJovem.
Isso tudo contrasta muito com a realidade de hoje para muito de nós. Hoje há o trabalho, a faculdade. Quase não dá mais tempo pra jogar futebol, e quando dá, o cansaço não deixa. E para rever os amigos então: as folgas em dias diferentes, a distância.
Que saudade desse tempo!












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