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Crime Organizado X Segurança Pública

A briga acontece entre essas duas partes, mas quem paga a conta é a população

Não é preciso ser um estudioso para perceber que a população em geral é quem realmente e literalmente paga a conta disso. Todos os anos os número de mortes, assaltos, etc. só aumentam.
O jeito americano de combate ao crime organizado, e mais precisamente  no combate ao tráfico de drogas é , no modo grosso de dizer, arcaico. Nesse modo, adotado no Brasil e resulta no que vemos hoje e diariamente nos telejornais,  que é o combate com armas.
No modo americano, o governo usa armas para combater o crime organizado, que se fosse organizado, não usaria armas. Trazendo essa realidade para o Brasil, quer dizer que o Estado com sua polícia sobe o morro para trocar tiro com bandido. Isso é o combate armado. Desse modo, corre-se o risco de grandes perdas, humanas, tanto de policiais quanto de possíveis vítimas desses confrontos quanto uma perda material muito grande: qual o custo do aparato policial, com todos os fuzis e munições, dos homens - que diga-se de passagem representam a menor parte no investimento, pois ganham muito mal - e em tudo mais que é envolvido? Com certeza não é barato. 
Numa explicação mais embrionária da coisa, leva-se ao seguinte raciocínio para entender que quem paga a conta disso tudo é o cidadão. Na verdade, é quase que um ciclo natural.
Pensemos: o bandido vende a droga para alguém que quer usar: ou ele é um viciado que tem dinheiro para comprar ou não. No caso de não, o único meio de conseguir dinheiro para alimentar o vício para essas pessoas é praticando atos ilícitos, como pequenos furtos - isso nos atinge. Quando o pequeno furto ocorre, o que acontece na maioria das vezes é a denúncia e o esquecimento do caso. 
O dinheiro desse furto será empregado na compra de entorpecentes, que irá aumentar ainda mais o vício,
o crime ''organizado''
fazendo com que esta bola de neve só aumente. 
Quando há o crescimento da compra e venda de drogas, isso precisa ser protegido, afinal, quem vende não quer perder sua fonte de lucro, o que envolve toda uma cadeia de interessados, dos mais ''altos'' aos mais baixos. Nessa hora, é onde entra o uso de armas para a proteção do negócio. Quando há pessoas que não sabem usar armas com armas, boa coisa não sai. Me refiro a não saber usar armas no sentido subjetivo. Quando o Estado ausente sobe o morro, há o choque das duas formas de poder, uma tentando derrubar a outra, na qual ninguém irá sair ganhando. Nesse exército de combate, ninguém está alí por que quer, mas sim por necessidade, tanto os soldados do Estado quanto os soldados do tráfico. Ninguém está alí de graça, por que gosta. Nesse meio, sujeito a tudo, estamos nós. Claro que não é tão dramático assim, mas é parecido, para alguns mais, para alguns menos.

Mas como acabar com isso?

Para acabar com esta cadeia que injeta essa droga na sociedade, é necessário cortar o mal pela raiz. É necessário cortar o caminho para que ela não chegue até seu consumidor final ou fazer com que ela dê lucro a todos ou falando mais claramente, legalizar. 
Legalizar cortaria o cordão central, visto que não mais necessário o emprego de um armamento para defender a venda de algo que não é mais importante para o Estado combater. Mas seria também errôneo falar que acabaria totalmente, visto que liberar tudo é burrice. Mas seria muito mais fácil controlar uma droga do que todas juntas. 





Qual sua opinião? O que você tem a dizer sobre esse problema social?

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