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O dia da consciência

Hoje é o dia da consciência negra, mas mais do que isso, é o dia de refletirmos nossas ideias de como tratamos nossos semelhantes. Este dia reflete tamanho o preconceito de todos os seres humanos uns para com os outros. Basta lembrar, aqui mesmo no Brasil, o tempo da escravidão e das vindas de escravos da África. Esse dia é para, além de refletir, mudarmos nossos atos ou o das outras pessoas.
Hoje, há mais preconceito de negros para negros do que com negros para com os brancos. É muito triste, mas é uma realidade. Basta ir no supermercado, na rua, que não é difícil achar cenas de preconceito, seja racial ou diversos. E não só raciais, mas também regionais, etc. Parece que o negro quando tem preconceito contra sua própria cor de pele tenta se excluir dese paradigma de que por ele ser negro, ele sofrerá preconceito. Ter preconceito com outro negro torna-se no psicológico uma forma de exclusão da raça.
O Brasil, com suas dimensões continentais tem também vários tipos de preconceito, como o preconceito contra os Nordestinos. O que revela ainda uma face dura da realidade: no plano ideológico, a mídia em geral divulga que o preconceito, principalmente o racial, é pouco. Não deixa de ser uma verdade, mas ainda está presente na maioria da sociedade. É uma mancha que não larga, está impregnada no profundo, no seio social. Também não há como negar, pois, desde a nossa colonização, a sociedade é instigada a dividir as pessoas por cor da pele. Lembre-se do tempo colonial brasileiro.
Mas o que fazer para que a sociedade deixe de ser tão preconceituosa? Somente quando nós todos mudarmos nossos hábitos. Deixarmos de ver as pessoas também pelo aspecto financeiro, pelo aspecto estético e vermos o interior das pessoas, suas qualidade, sua humanidade, sua solidariedade, enfim. Enquanto foram pregados valores contrários a esses na sociedade, será muito difícil mudar esse hábito.

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