Egito, deposição e mudanças


Hoje o povo do Egito escreveu mais um capítulo da famosa primavera árabe, que tanto inspirou os brasileiros nos movimentos em todo o Brasil. O novo capítulo, ou ponto final, foi ou será a deposição do então presidente do país, Mohamed Morse.  Eleito após a decisão de Hosni Mubarak, em 2011. Naquele ano milhões de egípcios saíram às ruas para demonstrar sua insatisfação com o a ditadura que havia no país, hoje, o povo também estava nas ruas, e pelo mesmo motivo: queriam a saída do presidente. Que segundo o povo, o mesmo não conseguiu atender os anseios do povo em seu mandato, que chegou ao fim a`s 19h (14h Brasília), quando acabou o prazo dado pelo exército para que o presidente saísse por vontade própria. O chefe da corte Adli Mansour assume como presidente interino. Alguns jornais e redes de televisão vêem o movimento do exército como um golpe militar.
O chefe do exército do Egito, general Abdel Fatah al-Sisi anunciou em cadeia nacional de TV a deposição do presidente e outras medidas: a revisão da constituição pro um painel, visando novas eleições parlamentares e presidenciais.
O que ocorre no Egito poderia ocorrer no Brasil? Com o mesmo clima de insatisfação com o governo, e medidas tomadas, que quase não funcionam, poderiam acarretar um movimento com grandes proporções em prol da saída de presidente Dilma do poder?  Talvez sim, talvez não. O que muda do Egito para o Brasil é o motivo da manifestação: no Egito, a incapacidade do presidente de atender os desejos populares. No Brasil, os super gastos e a corrupção, falta de saúde... os motivos não são os mesmos, mas poderiam levar ao entendimento geral aqui no Brasil que o governo não é mais útil. 
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Comentários

  1. A deposição de um presidente eleito democraticamente só deve ocorrer caso este cometa um erro muito grave. Foi o ocorrido com o Collor em 92. o governo brasileiro está longe de ser satisfatório e apoio completamente as manifestações em prol dos direitos sociais, do fim da corrupção e da do fim da impunidade parlamentar. Seria justificável depor um ditador, um tirano, um regime militar, talvez. Mas o primeiro passo para a democracia, é arcar com as consequências do seu voto. Então, depor pela vontade de depor não é válido.

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    1. Há quatro anos atrás o impeachment da presidente Dilma era somente uma mera divagação de lunáticos. Vimos como isso acabou, infelizmente. Os ânimos no Egito se acalmaram, enquanto que aqui no Brasil a coisa só "esquentou". A nossa Constituição proíbe a deposição de um presidente por somente ter altos índices de reprovação, mas, como vimos com a Dilma, isso não foi muito bem usado. Sinceramente, passados esses anos, vejo que a coisa só piorou. Tomaram as ruas em 2013 mas não tomaram as urnas. Continuamos sendo governados pelos mesmos governantes que julgamos ser incompetentes durante as manifestações de 2013.

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  2. Concordo. Na verdade o fato da deposição da atual presidenta é apenas uma especulação dos mais fanáticos. O povo vai ter que aguentar até a próxima eleição, e votar em candidatos mais compromissados com o nosso dinheiro e com nosso povo.

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