Histórias da história do Brasil

Muito pouco sabemos das histórias que remetem ao nosso passado monárquico. No que mais dizer a príncipes que dormiam em portas, noitadas e muita coragem, principalmente no período pré-independência.
Muito pouco se sabe sobre o que ocorreu nos caminhos reais e também nas veredas que conduziam a população no então já reino unido de Portugal.
Dom Pedro e sua recém adquirida mania de prover-se na mata
Poucos dias antes da independência brasileira consumar-se, houveram muitos fatos no caminho que conduziria D. Pedro às margens do Riacho Ipiranga.
Sobre o lombo de mulas, D Pedro deixava a cidade de Santos em direção à serra do mar, para chegar a cidade de São Paulo. Na noite anterior, a cidade de Santos havia sido o ponto de parada das tropas de D. Pedro, e no dia seguinte, já bem cedo, ao nascer do sol, estava de pé para a subida da serra do mar.
D. Pedro acordou cedo, logo sua tropa também e em pouco tempo estavam eles à subir a serra. Só que não contava D. Pedro com a má sorte de haver contraído uma diarreia em plena subida. Como relata um de seus acompanhantes, Manoel Marcondes de Oliveira Melo, relatou que em intervalos regulares, o príncipe descia do animal para prover-se no matagal, tamanha a necessidade.
As história ainda não param: certa vez D. Pedro chegou a dormir em uma porta, pois não haviam encontrado dormida devido a distância entre os vilarejos.
D. Pedro ainda foi autor de outras proezas, como a de atravessar um rio e, após chegar a outra margem, molhar as calças. Um rapaz, de nome Adriano, que observava o príncipe, foi perguntado pelo próprio D. Pedro para trocar as calças, pois a dele estavam molhadas. De pronto, o jovem deu-lhe as calças, feliz por servir ao príncipe.
Depois de todos os contratempos na viajem do Rio de Janeiro à São Paulo, próximo a chegada às margens do riacho do Ipiranga, D. Pedro ordenou a tropa para seguir em frente, pois segundo Marcondes, D. Pedro novamente iria prover-se na mata.
Antes da chegada a beira do riacho, em frente a um aglomerado de casas e barracos, D. Pedro foi alvejado por mensageiros, que traziam notícias da capital. D. Pedro ao ler o conteúdo da carta, que supostamente seria escrito por sua esposa, declarou o Brasil independente de Portugal.
A real independência do Brasil não foi como a retratada no quadro de Pedro Américo, em que retrata a glória com cavalos alazães, na beira do Ipiranga. O que realmente aconteceu não corresponde ao que é retratado, ainda hoje. 

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