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Boato sobre fim do bolsa família ainda repercute em Brasília

Brasília - O PSDB no Senado protocolou hoje na Procuradoria-Geral da República representação para que o órgão investigue se a Caixa Econômica Federal (CEF) cometeu crime de responsabilidade de falsidade ideológica no episódio dos boatos do fim do Programa Bolsa Família. A representação foi assinada pelo líder do partido, senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), e pelo vice-líder, senador Alvaro Dias (PR).
Na representação, os tucanos relatam que a CEF se contradisse ao informar, em um primeiro momento, que não havia feito alterações no calendário de pagamento e, depois, admitiu que fez a liberação de todos os benefícios na véspera do incidente. Na ocasião, milhares de beneficiários do programa foram às agências da Caixa para tentar sacar o benefício, o que provocou tumulto e quebra-quebra em agências em 12 estados.
Os senadores pedem a imediata abertura de procedimento administrativo competente para a investigação penal e cível, bem como judiciais, para apurar a materialidade e a autoria dos fatos penais que vierem a ser tipificados e os ilícitos civis e administrativos apontados. Solicitam também a abertura de inquérito civil administrativo, para apurar responsabilidades civis e políticas pela eventual prática de atos de improbidade administrativa pelos envolvidos.
Os tucanos também apresentaram requerimento convidando o presidente da CEF, Jorge Fontes Hereda, para comparecer à Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado para prestar esclarecimentos sobre as “declarações falsas” apresentadas pela diretoria da CEF sobre a liberação dos benefícios do Programa Bolsa Família, no mês de maio, e sobre as razões que levaram à alteração do calendário de pagamentos do programa.
Edição: Fábio Massalli
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